Metodologia

 

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A concepção do Método Oriental Fusion Dance (OFD) nasceu de uma profunda inquietude da sua criadora Patricia Passo sobre o processo de aprendizagem da dança, já que durante muitos anos havia trabalhado na área educativa. Licenciada em artes cênicas, estudou métodos pedagógicos artísticos que aplicou nos colégios públicos do Brasil e no âmbito universitário, donde coordenou os trabalhos corporais do núcleo de teatro da Universidade Gama Filho. Posteriormente transferiu sua residência para Madrid para realizar um mestrado sobre a teoria e a prática de aprendizagem da dança, continuando assim a busca de respostas.

Seu contato com as danças étnicas era antigo, desde que estudava as danças afro-brasileiras se questionava o processo imitativo e a carência de desenvolvimento pedagógico neste âmbito. Porém foi em Madrid que decidiu dedicar-se a divulgação das danças étnicas no âmbito acadêmico e a estruturação de um método aplicável as danças orientais. Sua formação na dança contemporânea ofereceu uma visão mais ampla que a ajudou no direcionamento do método OFD.

Era muito inquietante observar como em uma mesma aula cada aluna executava um mesmo movimento de forma distinta, uma forma interpretativa única, que tinha um enorme valor artístico. Por isso era necessário para a diretora conhecer a diferença entre técnica e estilo, já que como disse sabiamente Martha Graham, “A técnica libera!”
Desta forma, Patricia Passo desenvolveu uma forte observação sobre os corpos de suas alunas, partindo dos estudos anatômicos e passando pelos processos de desenvolvimento da coordenação motora e a relação do corpo com o espaço. Criou assim uma técnica simples desde o ponto de vista teórico que possibilitou a aluna um entendimento racional do movimento em si, ajudando no processo de consciência corporal, e portanto, integração entre o corpo e mente. O método da Dança Pélvica do Ventre oferecido pela Escola Patricia Passo é a base para o entendimento e o desenvolvimento da linguagem de fusão, baseado nos ensinos do filósofo Rudolf Laban.

Os principais conceitos utilizados pela escola são:

  • Os dois corações
  • As espirais do corpo
  • O movimento sinestésico
  • Reconhecimento do ponto de liderança
  • Tridimensionalidade espacial
  • As formas geométricas
  • Protagonismo do movimento interno
  • Qualidades do movimento

Com base nestes estudos a criadora desenvolveu os primeiros anos de ensino da Dança Oriental para dar continuidade a seu método e introduzir a Fusão como uma capacidade metamórfica do corpo e do ser de transitar pelos distintos estados, e não como uma miscelânea de vocabulário diverso sem que exista uma coerência corporal interpretativa.

Patricia decidiu assim investigar a fundo a antropologia das Danças Orientais, porque via entre elas mais semelhanças do que diferenças e a atormentava a discussão sobre as barreiras geográficas. Com um profundo respeito e o desejo de preservar a essência de cada cultura e suas matrizes, realizou um estudo genérico ampliando assim a capacidade de visão e entendimento.

A segunda parte do estudo metodológico se desenvolveu em bases as semelhanças e diferenças históricas, geográficas e interpretativas das danças ciganas, o flamenco, a dança clássica da Índia e suas diversidades. Recordamos que o próprio apogeu da dança oriental surgiu nos haréns, formados por uma comunidade de mulheres escravas multiétnicas. Assim, tanto a profissionalização da dança do ventre como o enriquecimento de sua arte é uma consequência da fusão.

Principais conceitos desenvolvidos no estudo da fusão:

  • Manutenção do principio básico da Dança primitiva
  • Amplo desenvolvimento da linguagem gestual
  • Dicotomia rítmica
  • Conceito oriental das artes cênicas: Bailarino ator
  • Utilização de objetos na Dança
  • Maximização dos ângulos corporais
  • Exposição da bailarina na catarse giratória
  • Sujeição da Dança no tempo e no espaço
  • Tênue relação entre o sagrado e o profano

O método continua seu desenvolvimento pelos anos de ensino da Dança Oriental Fusion, fornecendo a criadora um enorme material investigativo sobre os efeitos da dança nos corpos das alunas. Sabemos que esta dança é uma dança de origem feminina, o que não impede que o homem a pratique. Na verdade existem muitos professores da mesma, mas sua história está relacionada aos princípios da ancestralidade do feminino. Na atualidade a desconexão com os princípios femininos é latente e tem uma carência enorme nesse sentido, o que tem levado a muitas mulheres a reconhecer a dança oriental como uma possibilidade de reconexão, empodeiramento, e como uma maneira de alimentar o questionamento interno de todos as nuances que compõem este universo feminino.

Tudo isto em si é um grande trabalho de autoconhecimento e, portanto uma excelente ferramenta terapêutica, embora Patricia observasse que sem uns pilares básicos que o sustente a transformação não ocorria. A dança exerce uma função de despertar, mais o aluno não conseguia manter os estados psicofísicos que experimentava quando dançava em sua rotina cotidiana, por isso a criadora decidiu investigar sobre os efeitos energéticos desta dança e como trazer uma linha de atuação que pudesse ser aplicada para fomentar o reencontro do ser consigo mesmo e a vivência de uma sensação de plenitude e integridade.

Pilares básicos deste desenvolvimento metodológico:

  • Os canais corporais
  • A respiração
  • Um profundo estudo anatômico
  • A geometria sagrada do corpo
  • Os alinhamentos
  • A simbologia do corpo
  • O estudo do corpo no mito e na história
  • Os centros energéticos principais, auxiliares e seus movimentos funcionais.
  • A voz e o movimento
  • A Dança meditativa

Atualmente o método OFD continua desenvolvendo-se das mãos de sua criadora Patricia Passo como uma ferramenta de autoconhecimento e empodeiramento, criando um formato específico e único para cada aluna-paciente.

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