DANÇA ORIENTAL FUSION

 

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Desde o início, o homem buscou comunicar-se através de seu corpo com forças desconhecidas que pudessem explicar os mistérios da vida que o atormentavam. A observação dos ciclos naturais, a concepção de uma nova vida e a realidade de seu fim, foram sem dúvida fontes inspiradoras em busca de uma linguagem que pudesse transmitir seus mais íntimos tormentos.

A relação entre o micro e o macro cosmos foi a forma que o homem antigo encontrou de entender a natureza e, em consequência, a si mesmo. O que se externalizou naquele ambiente e o que ele vivia internamente estavam em harmonia. A noção de que seu corpo era uma versão reduzida dos elementos presentes em seu habitat foi o que lhe proporcionou a sabedoria necessária para viver no ambiente e evoluir em si mesmo. Desta forma, o centro pélvico fascinou o homem antigo e foi o precursor dos movimentos da dança: mover a pelves era conectar com a força primordial da criação, e ondulá-la era estabelecer uma relação direta entre os ciclos naturais e seu próprio corpo humano. O homem como imagem e semelhança divina! Este conceito não tem fronteiras nacionais nem culturais é inerente à humanidade.

Com o tempo as condições geográficas foram delimitando territórios que estabeleceram características singulares na dança. Manteve-se o pilar do conceito fundamental: o homem dança para a natureza e o baile ganha forma segundo os elementos que incorpora desta. Podemos afirmar que o movimento pélvico transcendeu as barreiras geográficas, no entanto ganhou diferentes qualidades segundo a região de onde se praticava. Assim, com a vontade de enaltecer a vida, os rituais de fertilidade e fecundidade eram dançados utilizando movimentos de serpente enigmáticos que faziam alusões aos elementos naturais que pertenciam ao universo simbólico do infinito. Este conceito seguiu desenrolando-se ao longo da história, sem perder sua qualidade genuína de espirais, bem como foi abrangendo e absorvendo os inúmeros estímulos que sempre motivaram a necessidade humana de comunicação e entendimento com o outro, com o ambiente e consigo mesmo. Ao longo da história distintas nomenclaturas surgiram com o fim de explicar a dança da vida.

Dança Oriental, tradução de “raks del sharki”, é a dança bailada no Médio e Próximo Oriente conhecida no ocidente por “dança do ventre”. Esta dança teve seu apogeu nos haréns dos antigos palácios pertencentes ao Império Otomano, que eram comunidades de mulheres de distintos lugares do Oriente que, como escravas, possuíam o ofício de entreter os sultões e seus convidados. Porém, a vontade de comunicação e superação estabeleceu, neste momento da história, uma oportunidade única para que a linguagem da dança se desenvolvesse sem fronteiras, prejuízos raciais nem barreiras: os elementos eram incorporados formando uma arte híbrida de muitos matizes e formas.

Mesmo que atualmente existam discussões sobre a origem destes movimentos – que diferentes povos tentaram conceder a si mesmas –, se você puser seu corpo a serviço da dança e buscar mimetizar com diferentes culturas, e aproximando-se ao que tem de mais genuíno, propondo dançar sua linguagem, percebe-se que tem mais semelhanças na humanidade que diferenças!

Isto é o que fez Patricia Passo, criadora do Método OFD (Dança Oriental Fusion): misturou-se nos ambientes aparentemente austeros e distintos para experimentar em seu próprio corpo o autêntico, o genuíno, o que nos une ao conceito primordial, o homem como imagem e semelhança divina!
A dança OFD nasce de um exaustivo estudo antropológico, somado a uma intensa investigação de campo e a uma vivência filosófica sobre os conceitos inerentes à filosofia oriental.

oriental_fuaion_dance009Pilares fundamentais da Dança OFD

  • O movimento pélvico como mãe dos movimentos de dança
  • Utilização do universo simbólico característico das civilizações antigas
  • Inspiração nos elementos da natureza para a compreensão do movimento interno corporal e sua estilização.
  • A ideia do dualismo corporal pertencendo às danças de caráter primitivo
  • Ampla linguagem gestual característica da mestiçagem ocorrida ao longo dos séculos.
  • Observação da geometria sagrada e sua relação direta com as formas corporais propostas.
  • Princípio espiritual da Dança, conceito ancorado em uma necessidade de comunicação divina e não em uma realização de atividade física.
  • O nascimento do movimento desde o centro até as extremidades.
  • A própria anatomia como mapa do tesouro, todas as respostas estão no corpo.
  • Cada ser humano é único, a técnica liberta.
  • As espirais corporais possuem direções ascendentes e descendentes que movem a energia do corpo, tornando-o mais harmônico e expressivo.
  • Os diferentes arquétipos femininos que encontramos na mitologia e a diversidade étnica têm enriquecido a dança de elementos, permitindo jogar com as infinitas possibilidades de ser uma mesma.

Por último, vale destacar que a escolha de chamar o método de Dança Oriental Fusion não parte da necessidade de abraçar distintas modalidades de dança, nem tampouco de considerar uma modalidade incompleta, senão de chamar e trabalhar com a fusão como princípio filosófico. O estudo do OFD segue seu curso e tem como principal premissa o profundo respeito a todas às manifestações da dança, a todas as culturas e seus preciosos legados, motivos pelos quais em nossas aulas disponibilizamos um amplo material teórico e histórico. Nossa intenção é ampliar a visão e a capacidade perceptiva do gesto corporal, entendendo que antes das diferenças existe um inconsciente coletivo universal que compartilha os princípios de uma dança única, complementar, fusionada e transgressora.

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